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Poupança Não É Investimento

Escola de Investimentos      quarta-feira, 8 de junho de 2016

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Poupança Não É Investimento!

Poupar, certamente, não é um hábito do brasileiro. Segundo uma recente pesquisa do SPC Brasil, de outubro de 2015, menos de 13% dos brasileiros conseguiram guardar mais do que mil reais durante todo o ano de 2014.


E por que?  Talvez porque nunca sobre dinheiro no fim do mês, ou porque nossa cultura inflacionária nos induza a gastarmos o dinheiro antes que os preços subam.  O fato é: não somos poupadores natos, como os japoneses, tampouco investidores ávidos, como os americanos.

E quando consegue poupar, para que o brasileiro guarda dinheiro?  A maior parte poupa para ter um colchão de segurança no caso de uma emergência, ou para comprar um carro, ou para dar entrada na tão sonhada casa própria.

Manter uma reserva de emergência é uma decisão sábia. Um gasto não programado pode arruinar as finanças de uma família, caso ela precise recorrer a empréstimos bancários ou, pior, ter de entrar no cheque especial ou rotativo do cartão de crédito.

Já para o caso de gastos futuros programados, como a compra de um imóvel, a faculdade dos filhos, ou se preparar para curtir a vida na aposentadoria, apenas o hábito de poupar não será suficiente (a não ser que você ganhe muuuuito dinheiro!)

A grande confusão:  poupança versus investimento

Quando a gente pergunta para um amigo onde ele investe seu dinheiro, a resposta mais provável é: em caderneta de poupança ou CDB.  Alguns, mais zelosos, dirão que conseguiram negociar com o gerente do banco um CDB pagando uma taxa muito próxima a 100% do CDI (CDI é a taxa que os bancos cobram quando emprestam dinheiro um ao outro).

Só que não!  Nenhum desses amigos está realmente investindo o dinheiro que consegue poupar.

Renda fixa não é investimento.

A maioria de nós sabe, intuitivamente, que os conceitos de poupança e investimento não querem dizer a mesma coisa, mas será que conseguimos explicar a diferença? Saber isso pode ter um impacto profundo no nosso bem-estar financeiro.

A chave está em duas palavras: risco e liquidez.

Chamamos de “poupança” aqueles fundos de baixíssimo risco que possuem alta disponibilidade (liquidez) para quando você precisar utilizar os recursos guardados, e que remuneram o seu capital a uma taxa fixa (pré-fixada: 14% ao ano, por exemplo) ou previsível (pós-fixada: geralmente um índice de correção monetária, como o IPCA ou o IGP-M, a TR ou a SELIC, mais uma remuneração-prêmio fixa, de base anual). Entram nessa categoria todas as aplicações de renda fixa (cadernetas de poupança, depósitos remunerados, CDBs, fundos de renda fixa, títulos do Tesouro, Notas do Banco Central, etc.).

Quando você coloca o seu dinheiro em uma aplicação de renda fixa, você está, no fim das contas, emprestando dinheiro para alguém, geralmente um banco ou o governo. E quem toma esse “empréstimo”, em retorno, se compromete a te devolver o dinheiro protegido da inflação (com correção monetária) com uma recompensa por você ter aceitado abrir mão do usufruto dele por um tempo (com juros).

O objetivo de poupar dinheiro é ter uma reserva para uma finalidade específica dentro de um período de tempo.

Os investimentos, por outro lado, são de construção de riqueza. Sim, os investimentos envolvem maior risco, mas, os investimentos também produzem retornos muito maiores, mas o problema como vimos acima é que o brasileiro não sabe investir.

Quando falamos em Investimento, estamos dizendo que o o dinheiro que você poupou está trabalhando para você e trazendo resultados financeiros. Seja investir em imóveis, seja ser dono de seu próprio negócio, ou ser sócio de uma empresa.

Quando você compra uma ação de uma empreda listada na Bolsa de Valores, você se torna sócio daquela empresa, gera emprego, faz a economia girar e divide esse lucro com todos os seus acionista, inclusive com você, que receberá parte desse resultado de acordo com o número de ações que tiver da empresa.

Enfim, a pergunta que resta é:

Você é um Investidor ou um Poupador?

Entre os (poucos) que têm dinheiro poupado, apenas uma ínfima parte, menos de 1% da população com conta bancária, aplica suas economias na bolsa de valores.

Com uma população de 200 milhões de pessoas, o Brasil possui apenas 600 mil investidores em ações, o que dá cerca de 0,3% da população, o topo da pirâmide. Nos Estados Unidos, dois em cada três americanos investem na bolsa de valores, o que dá mais do que 200 milhões de pessoas, 65% da população de 315 milhões. Um Brasil inteiro!  Para cada brasileiro investidor na bolsa, há 335 americanos.

Até mais!

 

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